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Caraguatatuba
- Acontece em Caraguá nos dias 29 e 30 de agosto, às 21 horas, no Teatro Mario Covas, o espetáculo teatral "O Homem, A Besta e a Virtude", de Pirandello, com o apoio da Bandeirante Energia.
O texto, que é de Pirandello e tem a direção de Marcelo Lazzaratto, traz no elenco cinco atores, entre eles Débora Duboc, Gabriel Miziara, Élcio Nogueira Seixas, Thiago Adorno e Luiz Alex, que se dividem em 11 personagens nesta comédia, que promete encerrar o mês de agosto com "chave de ouro".
A boa notícia para quem gosta de teatro é que o espetáculo, por ter apoio da Bandeirante Energias, tem desconto na bilheteria. De acordo com a produção Flor de Nan, para garantir 50% de desconto na bilheteria do teatro, pagando apenas R$ 10,00 pela entrada, basta levar uma conta de luz da Bandeirante, que é a empresa concessionária de energia elétrica em Caraguá.
"O Homem, a Besta e a Virtude" conta a história de uma mulher virtuosa que engravida de um amante. O marido, um rude capitão de navio, desleixado em seus afazeres eróticos/matrimoniais, passa mais tempo singrando os mares do que em sua casa. Tudo acontece no dia em que ele está de volta, em terra; o dia em que terá que acontecer (custe o que custar) o encontro marital, a "cópula" para que a gravidez da mulher "virtuosa" seja explicada.
As confusões, desesperos e tentativas de esconder o adultério e gravidez vão gerar um espiral de cenas hilárias onde a hipocrisia da moral burguesa é desmascarada num jogo cênico de ironias, inteligência e mordacidade.
No jogo cênico, fazem papéis muitas vezes contraditórios revelando dois lados de um mesmo espelho. Por exemplo, o personagem que bola o plano é feito pelo mesmo ator que depois será vítima deste mesmo plano.
"O Homem, a Besta e a Virtude" é um espetáculo que tem uma vocação popular por ser uma comédia muito comunicativa. É através do riso que fazemos uma irônica reflexão da falsa moralidade e das descabidas regras que a humanidade inventa para tentar se organizar. É extremamente contemporâneo ao colocar, ainda que de uma forma patética e risível, a angústia da tentativa do indivíduo de se enquadrar em um mundo intolerante. |