
Greves realizadas na Baixada Santista podem prejudicar diversos setores. Foto: Divulgação.
|
Sindical
- Após a paralisação dos caminhoneiros que teve fim nesse sábado, diversas categorias trabalhadoras da Baixada Santista também estão em Estado de greve durante essa semana. Confira abaixo as categorias que estão paralisadas.
Garis - Mais de cinco mil profissionais da limpeza, que incluem coletores de lixo e varredores de ruas de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Bertioga, resolveram permanecer em estado de greve devido à falta de acordo entre o sindicato patronal e a classe trabalhadora.
Em assembléia realizada entre os trabalhadores e a Empresa de Limpeza Urbana (Selur), foi oferecida a proposta de reajuste de 7%, mas foi rejeitada por unanimidade pelos trabalhadores. O sindicato dos garis argumenta que houve nos últimos 12 meses, um aumento de 46% no valor da cesta básica. O reajuste pedido, em espécie, seria em média de 47,00.
Professores - O Sindicato dos professores declarou: "Greve continua". Até o momento, segundo o sindicato, as reivindicações não foram atendidas pelo governo. Professores não estão satisfeitos com reajuste de 12,2%. A Apeoesp diz que o aumento real foi apenas de 5% e que o restante que completaria os 12,2% seria a Gratificação por Trabalho Educacional (GTE). O que eles querem é o reajuste de 35% ao salário-base, mais a incorporação do GTE.
A próxima assembléia será realizada no dia 04, às 14 horas, na Avenida Paulista. Na quinta-feira, 03, as subsedes devem realizar atos regionais.
Correios - Funcionários dos Correios e Telégrafos do Brasil também aderiram a greve a partir de ontem, 1 de julho. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria reivindica a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS); mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e o cumprimento, pela ECT, do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em novembro do ano passado.
A paralisação é nacional e interrompeu os serviços como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta.
Fiscais da Anvisa - O movimento dos fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em nível nacional, teve início nessa segunda-feira (30 de junho), e promete seguir por tempo indeterminado. Embarcações aguardam na Barra de permissão para fiscalização e entrada no Porto de Santos.
Os fiscais exigem igualdade salarial entre trabalhadores novos e antigos, sendo que a diferença entre ambos é de 60% no valor do salário.
Será realizada, hoje, uma assembléia para discutir o futuro da greve e dos trabalhadores.
Petroleiros - Funcionários da Petrobrás fizeram, ontem, uma paralisação por 24 horas. O movimento foi coordenado pela Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) reivindicando maior participação nos lucros e resultados (PLR) da empresa e contou com adesão de 100% na Baixada Santista.
Sindicalistas afirmam que, apesar do aumento do patrimônio da Petrobrás em 16,7%, os trabalhadores tiveram uma queda na participação dos lucros e receberam 11% este ano. Os trabalhadores pedem que a PLR seja de 25%.
O Sindicato aguardará por três dias, caso não haja nenhuma resposta da empresa haverá uma nova assembléia para decidir uma nova paralisação.
Leia também
Professores fazem passeata pelas ruas
Garis entram em estado de greve a partir de hoje em cidades da Região
|