
Mesmo com reajuste professores farão assembléia, hoje, em São Paulo. Foto: Jornal Baixada santista
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Sindical
- O Governo do Estado anunciou nesta quinta-feira, 19, o reajuste de até 12,2% no salário-base dos profissionais da rede estadual de ensino. O piso mínimo do professor PEB I (1ª a 4ª série), em jornada de 40 horas semanais, passa de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17. Para PEB 2 (5ª a 8ª e Ensino Médio), em 40 horas, vai de R$ 1350,75 para R$ 1501,50.
Os profissionais da área de educação pública não recebiam aumento ou reajuste salarial há mais de 12 anos. Essa era uma das reivindicações dos professores na Assembléia geral que será realizada hoje em São Paulo. No entanto, a categoria ainda tem como principal objetivo derrubar o decreto 53.037/00 que, segundo a Apeoesp, dificulta a transferência dos profissionais para cidades próximas de suas residências.
O reajuste do piso e a incorporação da GTE (Gratificação do Trabalho Educacional) beneficiam os servidores ativos e inativos, além de incidir nos pagamentos de férias, sexta parte e qüinqüênio, por exemplo. É importante esclarecer que a remuneração dos professores estaduais inclui o salário-base, agora reajustado, e gratificações.
O aumento definido pelo governo do Estado será também para diretores, supervisores e funcionários do Quadro de Apoio. Os diretores passarão de salário-base R$ 1409,26 para R$ 1563,72 (11% de aumento). Os supervisores passarão de R$ 1638,03 para R$ 1803,93 (10%). O salário-base do Quadro de Apoio também aumentará, passando de, por exemplo (varia de acordo com o nível): R$ 634,53 para R$666,26 (agentes de serviço escolar), R$ 665,48 para R$ 698,75 (agente de organização) e R$ 882,14 para R$ 926,25 (secretário de escola).
A Secretaria está implantando neste ano a política de bônus por merecimento, que proporcionará até 16 salários anuais para os profissionais que atingirem as metas estabelecidas. O reajuste anunciado hoje incidirá também sobre o bônus por merecimento.
Mesmo como o reajuste anunciado ontem pelo Governo, a Apeoesp realizará passeata até a Praça da República para realizar um grande ato com as demais categorias da Educação. Professores, da ativa e aposentados, diretores, supervisores e funcionários vão exigir da Secretaria da Educação o atendimento das reivindicações conjuntas.
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